Táxi Aéreo

Sistema Voe 135 da ANAC: o que é e como ele muda a certificação de táxi aéreo

A ANAC lançou o Voe 135, plataforma digital que automatiza validações e usa inteligência artificial na certificação de empresas de táxi aéreo. Veja o que muda na prática e como se preparar.

Por Odair Alves17 de maio de 20265 min de leitura
Painel de gestão do Aerogestor para Táxi Aéreo, indicadores operacionais e desempenho

TL;DR. O Voe 135 é a nova plataforma digital da ANAC para certificação de empresas de táxi aéreo. Substitui o processo cheio de papel e visitas por uma jornada eletrônica com checklists, validações automáticas e inteligência artificial que aponta pendências antes da reunião de orientação prévia. Quem está abrindo ou recertificando uma empresa de táxi aéreo precisa entender o sistema, porque ele é obrigatório.

O que é o Voe 135

O Voe 135 é o sistema digital lançado pela ANAC para gerenciar o processo de certificação de operadores de táxi aéreo, empresas que operam sob o RBAC 135 (Regulamento Brasileiro da Aviação Civil nº 135). Antes, esse processo era longo, manual e dependia de muita documentação em papel, idas presenciais e revisões reativas.

Com o Voe 135:

  • Tudo é digital. A empresa que está se certificando submete documentos, especificações operativas, manuais e evidências dentro da plataforma.
  • Validações automáticas. O sistema cruza dados e identifica inconsistências antes mesmo de um técnico da ANAC analisar.
  • Painel de acompanhamento. A empresa enxerga o status do processo em tempo real, o que está pendente, o que foi aprovado, o que precisa ser corrigido.
  • Inteligência artificial assistida. Análise preliminar dos dados inseridos, apontando documentos faltantes ou inconsistentes.

A promessa é clara: certificar empresas em menos tempo, com menos retrabalho e mais previsibilidade.

Por que importa para quem quer abrir uma ETA

ETA é como a ANAC chama uma Empresa de Táxi Aéreo, uma operação certificada para fazer voos sob demanda, remunerados, com passageiros ou carga. O caminho para conseguir essa certificação sempre foi complexo:

  • Apresentar manual geral de operações (MGO).
  • Apresentar manual de procedimentos de manutenção (MGM ou similar).
  • Apresentar manual de SGSO (Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional).
  • Comprovar tripulação habilitada e treinada.
  • Demonstrar aeronaves elegíveis e em condição de aeronavegabilidade.
  • Apresentar políticas, controles, registros, plano de respostas a emergências.

Esse pacote pode somar centenas de documentos e meses de processo. O Voe 135 não diminui a exigência regulatória, diminui a fricção do processo.

O que muda na prática

Para quem está em processo de certificação

  • Menos visitas presenciais à ANAC. A maior parte da interação acontece dentro da plataforma.
  • Checklist visual. Você vê o que está pronto, o que falta, o que está em análise.
  • Pendências antecipadas. O sistema identifica problemas antes da análise humana, você corrige e reapresenta, sem esperar feedback formal.
  • Tempo total reduzido. O órgão estima redução significativa do tempo médio de certificação.

Para empresas já certificadas

  • Recertificações e mudanças (incluir aeronave, base, tipo de operação) passam pelo mesmo sistema.
  • Atualizações de manuais entram digitalmente, com versionamento.
  • Histórico documental consultável a qualquer momento.

Para a ANAC

  • Auditoria de processo padronizada.
  • Cruzamento com outras bases (escala, manutenção, ocorrências SGSO).
  • Estatísticas em tempo real do parque operacional brasileiro.

A categoria Operador Simples

Junto à modernização do processo, a ANAC introduziu (com vigência a partir de janeiro de 2026) uma nova categorização do RBAC 135, classificando operadores pelo porte e complexidade da operação. A categoria mais relevante para quem está começando é a Operador Simples:

  • Exigências regulatórias proporcionais à realidade da empresa pequena.
  • Menos documentos obrigatórios em comparação a operações maiores.
  • Mantém a segurança operacional como pilar (SGSO continua obrigatório).

Falamos disso em detalhe neste outro artigo.

Como se preparar

Mesmo com a plataforma facilitando, o trabalho de organizar a casa continua sendo da empresa. Quem chega no Voe 135 sem documentos prontos perde tempo do mesmo jeito.

Sugestão de organização antes de entrar no sistema:

  1. Centralize a documentação atual: manuais, certificados, contratos, especificações operativas.
  2. Mapeie tripulação com habilitações, certificado médico e treinamentos.
  3. Cadastre a frota com matrículas, manuais, status de aeronavegabilidade.
  4. Estabeleça o SGSO, pelo menos a estrutura básica (política de segurança, RELPREV, comitê).
  5. Defina os processos operacionais (despacho, escala, emergências, manutenção).
  6. Tenha um sistema de gestão rodando. Vai facilitar tudo desde o cadastro inicial até a operação contínua.

O ponto 6 não é vendinha de software, é prática. Quem tenta certificar uma operação só com planilhas e Word descobre na auditoria que metade da rastreabilidade exigida pelo SGSO simplesmente não foi feita.

Cuidados com a transição

Algumas armadilhas comuns:

  • Subestimar o prazo. Mesmo com Voe 135, processo de certificação leva meses. Comece cedo.
  • Pular o SGSO. É a peça que mais reprovação gera, não dá para fazer "no último mês".
  • Manuais genéricos baixados da internet. A ANAC reconhece à distância. Cada empresa precisa do seu, com a realidade dela.
  • Esquecer a operação real. Pode ser tentador focar só na papelada para passar, mas o objetivo é operar com segurança, não tirar selo.

E o Aerogestor nessa história

O Aerogestor para Táxi Aéreo é um sistema feito justamente para empresas que estão se certificando ou já operam sob o RBAC 135. Cobre os pontos centrais que o Voe 135 vai cobrar:

  • Controle técnico de manutenção rastreável.
  • Escala de tripulação dentro da Lei do Aeronauta.
  • Controle de voos e horas voadas com histórico organizado.
  • SGSO com RELPREV e portal público.
  • Documentação organizada e auditável.

Implantação dedicada, com a marca da empresa e treinamento da equipe. Se você está iniciando o processo de certificação no Voe 135 ou recertificando, chame no WhatsApp, fazemos um diagnóstico operacional gratuito e te ajudamos a entrar no Voe 135 com a casa em ordem.

Bons voos, certificados.

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